Chacina do Curió: advogado apresenta atestado, e novo júri é adiado

  • 04/11/2026
(Foto: Reprodução)
Advogado apresenta atestado médico, e julgamento da Chacina do Curió é adiado O sexto júri da Chacina do Curió, que aconteceria nesta quarta-feira (4), foi adiado após pedido da defesa de um dos acusados. O caso se refere à sequência de 11 mortes que ocorreu em 2015, em Fortaleza. O novo julgamento tem como réus José Oliveira do Nascimento e José Wagner Silva de Souza, que já haviam sido julgados e condenados em 2023, mas tiveram as sentenças anuladas em agosto deste ano. Ainda não há data marcada para o novo julgamento. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), a defesa do réu José de Oliveira apresentou um atestado médico, solicitando o adiamento do julgamento. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A defesa de José Wagner pediu o desmembramento do processo, para que a sessão fosse mantida apenas com o julgamento dele. Ainda segundo o TJCE, o Colegiado de Juízes da 1ª Vara do Júri de Fortaleza decidiu remarcar uma nova data para os dois réus após ouvir manifestações do Ministério Público. De acordo com o subdefensor geral Leandro Bessa, da Defensoria Pública do Estado do Ceará, a Defensoria e o Ministério Público do Ceará defendem que os dois réus passem pelo mesmo julgamento. Isso porque os órgãos apontam que os dois policiais estiveram na mesma viatura no dia da chacina e tiveram ações relacionadas. Ainda conforme Lessa, os órgãos seguem acompanhando o caso e explicaram a situação para familiares das vítimas logo após a decisão pela remarcação do julgamento. Julgamento anterior Quarto julgamento da Chacina do Curió analisa participação de sete policiais Alex Costa/TJCE José Oliveira e José Wagner foram julgados inicialmente no terceiro júri do caso, ocorrido em setembro de 2023. À época, José Oliveira foi condenado a 210 anos de prisão por envolvimento nos homicídios, nas tentativas de homicídios e tortura. Já José Wagner foi condenado a 13 anos pelo crime de tortura. As defesas dos dois apelaram da condenação e conseguiram, em agosto de 2026, a anulação de parte das condenações dos dois réus. A decisão judicial determinou a realização de um novo júri, conduzido pela 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. A Chacina do Curió ocorreu entre a noite do dia 11 de novembro e a madrugada do dia 12 de novembro de 2015, na comunidade do Curió, na região da Grande Messejana, área na periferia de Fortaleza. As vítimas foram assassinadas por policiais militares. A maioria tinha de 16 a 18 anos, sem passagens pela polícia. Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), os crimes foram motivados por vingança pela morte do soldado Valtemberg Chaves Serpa, assassinado horas antes ao proteger a mulher em uma tentativa de assalto, no bairro Lagoa Redonda, também na região da Grande Messejana. O júri envolvendo José Oliveira e José Wagner diz respeito a integrantes do que o MPCE descreveu como “Núcleo da Tortura”, um grupo de policiais que atuava em três viaturas na noite do crime e cometeu crimes de tortura. Condenações e absolvição Devido ao tamanho do inquérito e ao número de réus, julgamentos da Chacina do Curió foram divididos em vários processos Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares Devido ao tamanho do inquérito e ao número de investigados, a Chacina do Curió foi dividida em vários processos. Inicialmente, 45 policiais militares foram denunciados por envolvimento no episódio. Dos 45 acusados, a Justiça acatou a denúncia contra 44. No decorrer do processo, outros 10 policiais foram impronunciados - isto é, não foram levados a júri por falta de evidências. Dos 34 restantes, um morreu e três tiveram o caso transferido para a Vara Militar, restando 30 réus que foram enviados para júri. Desses 30 levados a júri, 29 já foram julgados ao longo dos cinco júris realizados entre 2023 e 2025, e um teve o julgamento adiado por questões mentais. Dos 29 julgados, 21 foram absolvidos e 8 foram condenados. Dos 8 policiais militares que haviam sido condenados por algum tipo de envolvimento na chacina, dois eram José Oliveira e José Wagner, que depois tiveram as sentenças anuladas. Portanto, atualmente, há 6 pessoas condenadas pelo crime. Com o novo julgamento dos dois, o número pode mudar. Veja a linha tempo dos julgamentos: 📍 Primeiro julgamento, de 21 a 25 de junho de 2023: quatro condenados No primeiro júri, foram julgados quatro policiais militares acusados de participar do núcleo que executou os assassinatos e tentativas de assassinato. Os quatro foram condenados a 275 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. Além disso, eles foram condenados à perda do cargo de policial militar. São eles: Marcus Vinícius Sousa da Costa: condenado a 275 anos e 11 meses de prisão por homicídios, tentativas de homicídio e tortura Antônio José de Abreu Vidal Filho: condenado a 275 anos e 11 meses de prisão por homicídios, tentativas de homicídio e tortura Wellington Veras Chaga: condenado a 275 anos e 11 meses de prisão por homicídios, tentativas de homicídio e tortura Ideraldo Amâncio: condenado a 275 anos e 11 meses de prisão por homicídios, tentativas de homicídio e tortura 📍 Segundo julgamento, de 29 de agosto a 6 de setembro de 2023: oito inocentados No segundo júri, foram julgados oito policiais militares apontados como parte do ‘Núcleo da Omissão’ durante a chacina porque "estavam de serviço na região onde os crimes ocorreram, tinham o dever legal e podiam agir para evitar a chacina, mas nada fizeram". Todos os oito foram inocentados. São eles: Francinildo José da Silva Nascimento: absolvido Gaudioso Menezes de Mattos Brito Goes: absolvido Gerson Vitoriano Carvalho: absolvido José Haroldo Uchoa Gomes: absolvido Josiel Silveira Gomes: absolvido Ronaldo da Silva Lima: absolvido Thiago Aurélio de Souza Augusto: absolvido Thiago Veríssimo Andrade Batista de Moraes: absolvido O Ministério Público recorreu da sentença. 📍 Terceiro julgamento, de 12 a 16 de setembro de 2023: dois condenados No terceiro júri, foram julgados oito policiais militares, entre acusados de participar de algum modo da chacina e acusados de se omitir, isto é, de não agir para impedir o crime. Dois policiais foram condenados, cinco foram absolvidos e um teve o caso enviado para a Vara Militar. Foram justamente os dois condenados neste julgamento que tiveram as penas anuladas em 2026 e tiveram novo julgamento marcado para este mês de novembro. Um sexto réu foi inocentado parcialmente no júri, mas uma das suas acusações foi encaminhada para a Vara de Auditoria Militar, que julga crimes militares, portanto ele ainda responde a um processo do caso. José Oliveira do Nascimento: condenado a 210 anos de prisão por homicídios, tentativas de homicídio e tortura, mas teve a sentença anulada e vai a julgamento novamente José Wagner Silva de Souza: condenado a 13 anos e 5 meses por tortura, mas teve a sentença anulada e vai a julgamento novamente Antônio Carlos Matos Marçal: foi inocentado no júri, mas teve uma acusação encaminhada para a Vara de Auditoria Militar para um outro julgamento Antônio Flauber de Melo Brazil: absolvido Clênio Silva da Costa: absolvido Francisco Helder de Sousa Filho: absolvido Igor Bethoven Sousa de Oliveira: absolvido Maria Bárbara Moreira: absolvida 📍 Quarto julgamento, de 25 a 31 de agosto de 2025: sete absolvidos No quarto júri, foram julgados sete policiais militares que, de acordo com denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), também fizeram parte do ‘Núcleo da Omissão’ durante a chacina porque "estavam de serviço na região onde os crimes ocorreram, tinham o dever legal e podiam agir para evitar a chacina, mas nada fizeram". O julgamento terminou com a absolvição dos sete. São eles: Daniel Fernandes da Silva: absolvido Gildásio Alves da Silva: absolvido Luis Fernando de Freitas Barroso: absolvido Farlley Diogo de Oliveira: absolvido Renne Diego Marques: absolvido Francisco Flávio de Sousa: absolvido Francisco Fabrício Albuquerque de Sousa: absolvido O Ministério Público recorreu da sentença. 📍 Quinto julgamento, de 22 a 25 de setembro de 2025: dois condenados No quinto júri, foram julgados dois policiais militares acusados de integrar o núcleo de agentes que participaram diretamente das execuções das vítimas. Ambos foram condenados à prisão e perda do cargo de policial. São eles: Luciano Breno Freitas Martiniano: condenado a 275 anos e 11 meses de prisão por homicídios, tentativa de homicídios e tortura Marcílio Costa de Andrade: condenado a 315 anos, 11 meses e 10 dias de prisão por homicídios, tentativa de homicídios e tortura Além dos dois policiais julgados, um terceiro também estava no banco de réus, Eliézio Ferreira Maia Júnior, porém o julgamento dele foi suspenso com base em um exame de sanidade mental apresentado pela defesa dele. 📍 Sexto julgamento: nova data a ser marcada No sexto júri, serão julgados novamente José Oliveira do Nascimento e José Wagner Silva de Souza, que já haviam sido julgados e condenados no terceiro júri em 2023, mas tiveram as sentenças anuladas em agosto de 2026. O júri estava marcado para a manhã de 4 de novembro, em Fortaleza, mas foi adiado. Mães cobram condenação no caso da chacina do Curió Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/11/04/chacina-do-curio-novo-juri-com-reus-que-tiveram-sentenca-anulada-e-adiada.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 10

top1
1. Desejo Imortal

Gusttavo Lima

top2
2. Erro Gostoso

Simone Mendes

top3
3. Fim Do Mundo

Gustavo Mioto

top4
4. Leão

Marília Mendonça

top5
5. Oi Balde

Zé Neto e Cristiano

top6
6. Moça do Cabelão Preto

Léo & Raphael

top7
7. Traumatizei

Henrique e Juliano

top8
8. Bombonzinho

Israel & Rodolffo

top9
9. Felizes Para Sempre

Maiara e Maraisa

top10
10. Seu Brilho Sumiu

Israel & Rodolffo e MariFernandez


Anunciantes